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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Não verás país nenhum. Ignácio de Loyola Brandão

Editora: Global
Autor: IGNACIO DE LOYOLA BRANDAO
ISBN: 9788526012974
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 27
Número de páginas: 384


Livro publicado no ano de 1981, com Ignácio de Loyola Brandão em estado de graça, genial ao extremo. Um livro reconhecido e premiado internacionalmente, capaz de transportar literalmente o leitor para um mundo futurista (mas nem tanto) caótico, apocalíptico, sem fronteiras, sem bairrismo, universal. Sob uma atmosfera sombria e angustiante, deparamo-nos com um retrato de uma sociedade convivendo com o caos e a destruição causados por ela mesma (não muito diferente da nossa atual). Um livro denso e chocante, mas ao mesmo tempo intrigante e instigante, capaz de prender o leitor do início ao fim. A leitura lembrou-me do filme "Soylent Green" (No ano de 2020 - na versão tupiniquim), ou, atualmente, de outras versões não tão apocalípticas, mas de advertência.  Acredito que a ex-senadora Marina Silva deva ter lido este livro.

A seguir um comentário sobre o livro que achei interessante, cujo link está no final:

"No livro "Não verá país nenhum", o escritor nos leva a um futuro apocalíptico. Teremos a cerimônia do corte da última árvore no Brasil, beberemos com naturalidade água reciclada de urina e, visitaremos o museu da água, onde veremos águas engarradas do passado que destruimos. O livro é um alerta bastante sério do que nos espera no futuro. A educação ambiental-ecológica pode nos salvar se houver interesse político, infelizmente nada se faz nesse país sem que antes tenhamos o beneplácito, aval ou benção da classe política. Mas, porque eles tendo todo o poder nas mãos não fazem nada para nos salvar do desastre ambiental que o autor Ignácio de Loyola Brandão nos alerta? Infelizmente não todos, há exceção (Senadora Heloísa Helena, como exemplo) mas, a grande maioria, são eternos aves de rapina, sanguessuga do trabalho dos outros, vampiros e carcarás sanguinolentos que nos exploram e não estão preocupados nem com o Brasil, nem com o futuro. Leiam o livro, vamos divulgar, conscientizar que o mal está próximo, vamos criar movimentos no sentido de salvarmos o nosso país. Não verá país nenhum, um livro que impressiona, assusta e conscientiza ! Wilson Martins Prof. de Oratória - Juatuba-MG 31 35357468 -9995 5884 31 35358142 - Instituto J. Andrade."


sábado, 21 de novembro de 2009

O homem do furo na mão e outras histórias. Ignácio de Loyola Brandão.


A rotina do cotidiano, com sua aparente normalidade, é posta em questionamento nos 12 contos que formam essa coletânea do renomado escritor paulista. Ignácio de Loyola Brandão possui uma extrema facilidade em envolver o leitor em narrativas com situações inusitadas, onde o recurso do fantástico surge como uma válvula de escape, induzindo-nos na absorção do assombro como normalidade. Muito além da surpresa e do inesperado, o realismo mágico dos contos de Loyola Brandão direciona o leitor a uma visão mais crítica da sufocante realidade que nos cerca.


Qual a reação da sociedade diante de um homem com um furo na mão? Pode um homem sacrificar seus próprios filhos? E como reage uma menina ao encontrar um homem pequenino na torneira do banheiro? Em contos com situações como essas, onde predominam o surpreendente e o insólito, o leitor se depara com uma realidade, que apesar de estranha e chocante, não é muito diferente do nosso dia a dia.


Um autor premiado internacionalmente, Ignácio de Loyola Brandão começou a escrever desde jovem, mas foi sua atividade como jornalista que lhe deu segurança, facilidade e estrutura para a literatura. Leitor voraz desde criança, diz que hoje gosta de ler de tudo um pouco, lendo e assimilando o bom e eliminando o mau.


Sobre o ato de escrever, o autor diz que "o escritor deve retratar seu tempo, apontar os furúnculos, tumores e alegrias. E, também, oferecer divertimento, distração."


Os contos dessa coletânea foram retirados dos seguintes livros: "Cadeiras Proibidas" (1979); "Dentes ao sol" (1976); "Pega ele, Silêncio." (1969); e "Cabeças de segunda-feira." (1983).


Resenha publicada no extinto site www.leialivro.sp.gov.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cadeiras Proibidas. Ignácio de Loyola Brandão


Retratos de um mundo caótico e repleto de contradições, não muito diferente do nosso. Inspiradíssimo, Loyola Brandão nos presenteia com 24 contos, por vezes instigantes, em outras sombrios e depressivos, porém com toques divertidos e até hilariantes, sempre com o seu excepcional domínio da narrativa.

Com apurado senso crítico, envolve o leitor em situações aparentemente absurdas, mas sempre presas ao real por pequenos e delicados fios, revelando a situação humana e sua fragilidade perante um mundo cruel criado e desenvolvido inconscientemente para sua autodestruição.

Policiais cumprindo ordens absurdas, apreendendo uma cadeira de fórmica. Homens transformando-se em barbantes. O que pode acontecer quando a orelha de um homem começa a crescer sem parar? Um homem que resolveu só contar mentiras. Um outro que dissolvia xícaras. Com temas assim, o escritor paulista exibe com maestria situações que nos fazem repensar a vida e nosso cotidiano.

Textos escritos durante o regime militar, publicados em colunas de jornais de grande circulação, tem no conto que dá nome ao livro um enredo de aparência surreal, mas muito vivo ainda na memória de muitos brasileiros, testemunhas da opressão dos anos de chumbo vividos no Brasil durante a década de 70.(Ramiro R Batista)